(Pucpr 2017) “Nunca fomos tão felizes”, exclamava o slogan oficial difundido pela TV nos anos 1970, em pleno “milagre econômico”, que pode ter uma leitura ambígua. Como exclamação, traduz uma sensação de felicidade coletiva inédita. Por outro lado, se dita em tom irônico, coloca em dúvida o próprio sentido propagandístico da frase. A ambiguidade traduz involuntariamente as contradições da economia brasileira, esfera em que o regime bradou seus maiores feitos.”
Fonte: NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014. P. 147
Durante o regime militar houve o chamado “milagre econômico” que pode ser explicado como:
Um período de pleno emprego em que houve maior distribuição de renda e diminuição do custo de vida.
O uso de fatores como isentar investidores estrangeiros de alguns impostos, conceder crédito a empresários, e promover grandes obras de infraestrutura.
Política econômica de investimentos unicamente estatais em diversos setores, desde pequenos produtores rurais a indústria de bens de produção duráveis.
Aceleração de consumo e ampliação do poder aquisitivo, principalmente devido ao aumento da igualdade social.
Plano econômico do ministro da fazenda Delfim Netto para conceder crédito ao empresariado, enquanto o governo também investia em políticas sociais de combate a miséria.
Gabarito:
O uso de fatores como isentar investidores estrangeiros de alguns impostos, conceder crédito a empresários, e promover grandes obras de infraestrutura.
[B]
Somente a alternativa [B] está correta. Durante o Regime Militar, em especial no governo do presidente Médici, 1969-1974, o país viveu o denominado “Milagre Brasileiro”. Tal plano econômico consistia em atrair capital estrangeiro para investir em infraestrutura com a criação das “obras faraônicas”. O resultado desta política econômica foi o aumento da dívida externa, um crescimento econômico sem distribuição de renda e um arrocho salarial com a desvalorização do salário mínimo, entre outros.