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Questão 26089

PUC 2017
História

(Puccamp 2017)

Não há dúvida de que a Semana havia sido concebida pelos seus idealizadores para causar furor, marcar uma data, gerar atritos e instaurar-se como marco simbólico de uma transformação. Sem reações de desagrado, sem polêmica e sem vaias, o plano corria o risco de naufragar. A imprensa, aliás, já tocara na ferida, na cobertura da primeira noite, ao notar que a expectativa hostil do público se transformara em aplausos – o oposto do que se esperava de um acontecimento futurista (...).

GONÇALVES, Marco Augusto. 1922. A semana que não terminou.

São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 299.

Vários dos artistas que participaram da Semana acima mencionada provinham de famílias paulistas que haviam enriquecido com a produção de café. O cultivo desse grão, naquele contexto

A

encontrava-se em plena expansão pelo Oeste Paulista graças à “política do café com leite” proporcionada pela criação da Bolsa Oficial do Café, que garantia incentivos e benefícios aos fazendeiros de café, ora em Minas Gerais, ora em São Paulo.

B

vivia delicada crise no estado de São Paulo devido ao esgotamento da fertilidade das terras do Vale do Paraíba, à perda de seu potencial lucrativo advinda do recente fim da escravidão e da queda do preço do grão no mercado mundial.

C

tinha rendimentos garantidos pelo governo, desde o Convênio de Taubaté, por meio de estratégias polêmicas, como a compra de excedente de produção e a desvalorização cambial para favorecer as exportações da oligarquia cafeeira.

D

sofria a concorrência das primeiras indústrias paulistas, uma vez que os agricultores, insatisfeitos com a política do Instituto do Café de São Paulo, vendiam suas terras para se dedicarem à fabricação e exportação de produtos leves.

E

passava por um processo de modernização e mecanização, graças ao aproveitamento de antigos engenhos centrais e usinas voltadas à cana de açúcar, não mais cultivada no país, para a produção cafeeira em larga escala.

Gabarito:

tinha rendimentos garantidos pelo governo, desde o Convênio de Taubaté, por meio de estratégias polêmicas, como a compra de excedente de produção e a desvalorização cambial para favorecer as exportações da oligarquia cafeeira.

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