(PUC-PR - 2010)
Aristóteles afirma, na sua Ética a Nicômaco, que todas as nossas ações visam a um fim e esse fim é o seu bem, ou seja, “aquilo a que todas as coisas tendem”. De acordo com a posição do autor sobre esse tema, seria correto afirmar que:
I. Todas as ações humanas visam a um fim, mas existe um fim supremo, que Aristóteles chama de “sumo bem” ou “bem supremo”.
II. Assim como todos os fins são objeto de estudo das ciências em geral, o “sumo bem” exige uma ciência (ou arte) também ela suprema, já que conhecer esse fim é extremamente útil, pelo fato de ele ter grande influência sobre a vida humana.
III. Para Aristóteles é a Política que deve ser considerada essa “arte mestra”, já que ela estuda o “sumo bem”, do qual todos os “bens” menores dependem.
IV. Aristóteles acha que o fim da vida humana é a conquista da felicidade e ela está associada à posse de riquezas e honras, além de um acesso ilimitado aos prazeres.
Apenas as assertivas I e IV são verdadeiras.
Apenas as assertivas I e II são verdadeiras.
Apenas a assertiva I é falsa.
Todas as assertivas são verdadeiras.
Apenas a assertiva IV é falsa.
Gabarito:
Apenas a assertiva IV é falsa.
e) Apenas a assertiva IV é falsa.
I. Verdadeira. Todas as ações humanas visam a um fim, mas existe um fim supremo, que Aristóteles chama de “sumo bem” ou “bem supremo”.
Essa posição demarca a teleologia de Aristóteles, que compreende que todas as coisas tendem a uma finalidade superior, o sumo bem, que é a felicidade.
II. Verdadeira. Assim como todos os fins são objeto de estudo das ciências em geral, o “sumo bem” exige uma ciência (ou arte) também ela suprema, já que conhecer esse fim é extremamente útil, pelo fato de ele ter grande influência sobre a vida humana.
A vida humana é norteada pela busca de um bem supremo, e, sem a consciência deste, pode-se buscá-lo falsamente, por isso importa conhecê-lo por meio de uma ciência que possa prescrever a sua essência, que é a ética e a política.
III. Verdadeira. Para Aristóteles é a Política que deve ser considerada essa “arte mestra”, já que ela estuda o “sumo bem”, do qual todos os “bens” menores dependem.
Para Aristóteles, o ser humano apenas se realiza na cidade, que é anterior ao indivíduo, e, portanto, não há sentido em prescrever uma humanidade fora do ambiente político. Sendo o todo maior do que a parte, o bem comum é superior ao individual.
IV. Falsa. Aristóteles acha que o fim da vida humana é a conquista da felicidade e ela está associada à posse de riquezas e honras, além de um acesso ilimitado aos prazeres.
De fato, para Aristóteles o fim da vida humana é a felicidade, porém a associação dela com a posse de riquezas e honras, além de um acesso ilimitado aos prazeres, demarca o hedonismo, não a teleologia aristotélica, que associa a felicidade com uma vida virtuosa e racional.