(ITA - 2003 - 1a fase)
Num oftalmologista, constata-se que um certo paciente tem uma distância máxima e uma distância mínima de visão distinta de 5,0m e 8,0cm, respectivamente. Sua visão deve ser corrigida pelo uso de uma lente que lhe permita ver com clareza objetos no "infinito". Qual das afirmações é verdadeira?
O paciente é míope e deve usar lentes divergentes cuja vergência é 0,2 dioptrias.
O paciente é míope e deve usar lentes convergentes cuja vergência é 0,2 dioptrias.
O paciente é hipermétrope e deve usar lentes convergentes cuja vergência é 0,2 dioptrias.
O paciente é hipermétrope e deve usar lentes divergentes cuja vergência é - 0,2 dioptrias.
A lente corretora de defeito visual desloca a distância mínima de visão distinta para 8,1 cm.
Gabarito:
A lente corretora de defeito visual desloca a distância mínima de visão distinta para 8,1 cm.
Como a visão do paciente tem um ponto distante máxima finito e igual a 5 metros então o paciente é míope, pois ele tem dificuldade de enxergar objetos mais distantes que 5 metros.
Para corrigir esse defeito usa-se lentes divergentes, que possuem vergência negativa.
A vergência(1/f) é calculada a partir da equação de Gauss.
1/f = 1/p + 1/p'
Precisamos que essa lente forneça uma imagem virtual de objetos no infinito que será o objeto real para o olho, e essa imagem deve estar posicionada no ponto de visão distinta máxima.
1/p =0 pois p é muito maior que 1.
p' = -5, negativo pois a imagem formada será virtual.
1/f = 0 + 1/-5
1/f = -0,2 dioptria
Esse valor encontrado é exatamente a vergência da lente necessária.
Então o paciente é míope e deve usar lentes divergentes de vergência -0,2 dioptrias.
Essa lente também acaba por fazer com que o ponto de distância mínima mude.
Pela Equação de Gauss:
-0,2 = 1/x + 1/d, x é a nova posição de distância mínima e d é a distância mínima constatada para o paciente.
d = -0,08 m.
-0,2 = 1/x - 100/8
1/x = -0,2 + 100/8
1/x = -0,2+10 + 2 + 0,5
1/x = 12,3.
x = 1/12,3 = 0,081 metros ou 8,1 cm.
Logo a alternativa correta é a letra E