(FUVEST - 2022 - 1ª fase)
Os gráficos mostram três trajetórias distintas com relação ao número de espécies animais e vegetais, após desmatamento de áreas da floresta Amazônica:

Após os desmatamentos, os gráficos I, II e III correspondem, respectivamente, a uma área que foi
usada para pastagem e depois para cultivo de soja; usada para cultivo de soja nos primeiros 20 anos e depois abandonada; abandonada logo após o desmatamento.
abandonada logo após o desmatamento; usada como pastagem nos primeiros 20 anos e depois abandonada; usada para pastagem e depois para cultivo de soja.
usada como pastagem nos primeiros 20 anos e depois abandonada; abandonada logo após o desmatamento; usada para pastagem e depois para cultivo de soja.
usada como pastagem nos primeiros 20 anos e depois abandonada; usada para pastagem e depois para cultivo de soja; abandonada logo após o desmatamento.
usada para pastagem e depois para cultivo de soja; abandonada logo após o desmatamento; usada para cultivo de soja nos primeiros 20 anos e depois abandonada.
Gabarito:
usada como pastagem nos primeiros 20 anos e depois abandonada; abandonada logo após o desmatamento; usada para pastagem e depois para cultivo de soja.
O gráfico I mostra uma região que recuperou o número de espécies a partir dos 30 anos, o II depois dos 20 anos e a III não recuperou. Seguindo o raciocínio de sucessão ecológica, que após um determinado período de tempo, sem a intervenção humana ou eventos que dizimam uma comunidade, sabemos que aquela região volta a crescer em biodiversidade. Assim, concluímos que a I, como se recuperou mais rapidamente, nos primeiros 30 anos estava sendo utilizada para cultivo e, em seguida, abandonada (recuperou a biodiversidade depois de 30 anos); a II, como depois de 20 anos recuperou a biodiversidade, mais rapidamente que as outras, podemos concluir que ela foi a comunidade que foi abandonada mais rápido para que a sucessão ecológica pudesse agir (logo depois do desmatamento, como sugere as afirmações); e a III, como não recuperou a biodiversidade, podemos concluir que ela ainda é utilizada para o cultivo até hoje. A alternativa que condiz com essa lógica é a alternativa C.