(FUVEST - 2021 - 1ª fase)
Romance LIII ou das Palavras Aéreas
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova! (...)
Ai, palavras, ai, palavras
que estranha potência, a vossa!
Perdão podíeis ter sido!
-sois madeira que se corta,
-sois vinte degraus de escada,
-sois um pedaço de corda...
-sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
-sois um homem que se enforca!
Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
Ao substituir a pessoa verbal utilizada para se referir ao substantivo "palavras" pela 3ª pessoa do plural, os verbos dos versos "sois de vento, ides no vento," (v. 4) / "Perdão podíeis ter sido!" (v. 12) / "Éreis um sopro na aragem..." (v. 20) seriam conjugados conforme apresentado na alternativa:
são, vão, podiam, eram.
seriam, iriam, podiam, serão.
eram, foram, poderiam, seriam.
são, vão, poderiam, eram.
eram, iriam, podiam, seriam.
Gabarito:
são, vão, podiam, eram.
No poema, os dois primeiros verbos (sois e ides) indicados pela questão estão no presente do indicativo, porém na segunda pessoa do plural (vós). Passando-os, no mesmo tempo e modo, para a terceira pessoa do plural (eles), temos: são e vão. Para os dois últimos verbos (podíeis e éreis), há o pretérito imperfeito do indicativo também na segunda pessoa do plural, então, alterando apenas a pessoa, temos: podiam e eram