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Questão 66

FUVEST 2019
Português

(FUVEST - 2019 - 1ª FASE)

TEXTOS PARA A QUESTÃO

O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba,  pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito  do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?    

José de Alencar. Bênção Paterna. Prefácio a Sonhos d’ouro.

A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às  vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo  nome, outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a  selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da  juçara com que tece a renda e as tintas de que matiza o  algodão.  

José de Alencar. Iracema.

Glossário:  “ará”: periquito; “uru”: cesto; “crautá”: espécie de bromélia; “juçara”: tipo de  palmeira espinhosa.  

Com base nos trechos acima, é adequado afirmar:    

A

Para Alencar, a literatura brasileira deveria ser capaz de  representar os valores nacionais com o mesmo espírito do  europeu que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera. 

B

Ao discutir, no primeiro trecho, a importação de ideias e  costumes,  Alencar  propõe  uma  literatura  baseada  no  abrasileiramento da língua portuguesa, como se verifica no  segundo trecho.

C

O  contraste  entre  os  verbos  “chupar”  e  “sorver”,  empregados no primeiro trecho, revela o rebaixamento de  linguagem buscado pelo escritor em Iracema

D

Em Iracema, a construção de uma literatura exótica, tal  como se verifica no segundo trecho, pautou‐se pela recusa  de nossos elementos naturais.

E

Ambos  os  trechos  são  representativos  da  tendência  escapista  de  nosso  romantismo,  na  medida  em  que  valorizam  os  elementos  naturais  em  detrimento  da  realidade rotineira.

Gabarito:

Ao discutir, no primeiro trecho, a importação de ideias e  costumes,  Alencar  propõe  uma  literatura  baseada  no  abrasileiramento da língua portuguesa, como se verifica no  segundo trecho.



Resolução:

[B]

No primeiro trecho, José de Alencar discute a importação de ideias e costumes da Europa e também da literatura, que tradicionalmente foi inspirada em modelos europeus. No segundo trecho, ele já sugere que devemos fazer uma Literatura nossa, e se utiliza de elementos da natureza tipicamente brasileiros, como a “ ará” , ‘”juçara”  e “uru” no trecho citado.

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