(FUVEST 2017 - Segunda Fase, 3o dia)
O café passou a ser o produto das grandes fazendas doadas em sesmarias, enquanto a corte portuguesa residia no Rio de Janeiro. Na verdade, o café foi a salvação da aristocracia colonial. Foi também a salvação da corte imperial cambaleante, que, assediada por rebeliões regenciais e duramente pressionada a pagar pelas burocracias civil e militar necessárias para consolidar o Estado, foi resgatada pelas receitas do café que afluíam para a alfândega do Rio de Janeiro. Caso as condições de cultivo tivessem sido mais favoráveis ao café nas distantes e rebeldes cidades do Recife, Porto Alegre ou São Luís, seriam geradas forças centrífugas que teriam dividido o Brasil.
Warren Dean, A ferro e fogo. A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira, 1996. Adaptado.
A partir do texto,
a) indique a localização geográfica da cultura do café no Império do Brasil, mencionando qual foi sua maior zona produtor;
b) caracterize a economia das províncias que, entre 1835 e 1845, rebelaram-se contra o poder central do Império.
Gabarito:
Resolução:
a) A produção de café nesse contexto concentrou-se na região sudeste, no Vale do Paraíba fluminense, paulista e no sul de Minas Gerais, além do oeste paulista, região de maior destaque.
b) Na Bahia, com produção de cana de açúcar e tabaco principalmente, ergueram-se as revoltas do Malês e a Sabinada; no Pará, onde a cabanagem se desenvolveu destacava-se o extrativismo vegetal; no Rio Grande do Sul, palco da "revolução farroupilha", destacava-se a peuária; a mesma atividade foi desenvolvida junto com o cultivo do algodão na região do Maranhão, onde ocorreu a balaiada.