(FUVEST - 2012) (2ª FASE)
Considerando-se a atual divisão administrativa do Brasil e sobrepondo-se a ela representações esquemáticas da gênese do território brasileiro, entre os séculos XVI e XIX,
a) relacione os focos econômicos em ascensão (coluna I) com os novos centros econômicos e suas respectivas zonas de atração (coluna II);
b) analise os principais avanços territoriais (coluna III).
Gabarito:
Resolução:
a) O litoral do Nordeste brasileiro era o foco econômico do Brasil no início da colonização, fundando-se no cultivo de cana-de-açúcar. No decorrer do século XVI, a produção açucareira se espalhou para o sul da região, por conta do aumento da demanda e também da ocupação holandesa no litoral oriental, que foi um obstáculo entre os fins do século XVI até a metade do século seguinte. Já nos séculos XVII e XVIII, a região central de Minas Gerais se torna foco econômico, graças à mineração de pedras preciosas e principalmente de ouro. Ao longo do século XVIII, a atividade se espalhou para novas áreas de Minas Gerais. Por fim, no século XIX, ocorre a ascensão paulista ao foco econômico, depois da migração do ramo do café para uma região do Vale do Paraíba. No mesmo século, a atividade já chega em regiões da Zona da Mata mineira, em que o clima era muito favorável para a produção cafeeira.
b) No século XVI, percebe-se uma interiorização na ocupação do Nordeste, algo que é concomitante ao desenvolvimento da lavoura de cana na Zona da Mata nordestina e à expansão do gado para o sertão, especialmente ao longo de rios como o São Francisco, numa pecuária bovina que girava em torno de atender a zona canavieira. A partir do século XVII, têm-se os seguintes fatores: a mineração estimulando outra interiorização, dessa vez de Minas Gerais para o Centro-Oeste; no Norte, a exploração das Drogas do Sertão e a ocorrência das missões jesuíticas afim de ocupar novos territórios; do Sul, produtos da pecuária se deslocavam para atender regiões como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Por fim, no século XIX, nota-se o movimento de avanço em direção ao norte, o que se explica pela migração de trabalhadores nordestinos para a Amazônia, devido ao auge do Ciclo da Borracha nesse período, bem como o deslocamento de São Paulo em direção ao Paraná, local propício para a produção de café, atividade que se expandiu nesse contexto.