(FUVEST - 2011 - 1ª fase)
Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa:
— Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo?
— Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente.
R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado.
Os interlocutores do diálogo contido no texto compartilham o pressuposto de que
cidades são geralmente feias, mas interessantes.
o empreendedorismo faz de São Paulo uma bonita cidade.
La Paz é tão feia quanto São Paulo.
São Paulo é uma cidade feia.
São Paulo e Bogotá são as cidades mais feias do mundo.
Gabarito:
São Paulo é uma cidade feia.
[D]
Ambos os interlocutores têm a mesma impressão sobre a cidade de São Paulo, como fica evidente no diálogo travado entre eles. Ao perguntar se conhece uma cidade mais feia que São Paulo, o autor da pergunta já expressa a sua opinião, que é confirmada pelo outro que busca nas suas lembranças imagens de cidades que possam assemelhar-se àquela na questão de ausência de beleza.