(FUVEST - 2005 - 1 FASE) "Depois que a Bíblia foi traduzida para o inglês, todo homem, ou melhor, todo rapaz e toda rapariga, capaz de ler o inglês, convenceram-se de que falavam com Deus onipotente e que entendiam o que Ele dizia".
Esse comentário de Thomas Hobbes (1588-1679)
ironiza uma das consequências da Reforma, que levou ao livre exame da Bíblia e à alfabetização dos fiéis.
alude à atitude do papado, o qual, por causa da Reforma, instou os leigos a que não deixassem de ler a Bíblia.
elogia a decisão dos reis Carlos I e Jaime I, ao permitir que seus súditos escolhessem entre as várias igrejas.
ressalta o papel positivo da liberdade religiosa para o fortalecimento do absolutismo monárquico.
critica a diminuição da religiosidade, resultante do incentivo à leitura da Bíblia pelas igrejas protestantes.
Gabarito:
ironiza uma das consequências da Reforma, que levou ao livre exame da Bíblia e à alfabetização dos fiéis.
a) ironiza uma das consequências da Reforma, que levou ao livre exame da Bíblia e à alfabetização dos fiéis.
Correta. A Reforma Protestante defendia a livre interpretação da bíblia, a partir disso promoveu a tradução da bíblia para as línguas vulgares e defendeu a alfabetização para que todos os fiéis tivessem acesso às escrituras sagradas.
b) alude à atitude do papado, o qual, por causa da Reforma, instou os leigos a que não deixassem de ler a Bíblia.
Incorreta. Thomas Hobbes está se referindo a atitude de Lutero e seus reformadores, não ao papado.
c) elogia a decisão dos reis Carlos I e Jaime I, ao permitir que seus súditos escolhessem entre as várias igrejas.
Incorreta. Thomas Hobbes está ironizando a ideia de que todo fiel é capaz de entender as escrituras e ter um contato direto com Deus; esses ideais eram defendidos pela Reforma Protestante
d) ressalta o papel positivo da liberdade religiosa para o fortalecimento do absolutismo monárquico.
Incorreta. Ele está ironizando a liberdade religiosa uma vez que esta vai contra um dos pilares do absolutismo que defendia: a fé única
e) critica a diminuição da religiosidade, resultante do incentivo à leitura da Bíblia pelas igrejas protestantes.
Incorreta. Sua crítica é direcionada a ideia da livre interpretação da bíblia pelos fiéis e não por uma autoridade religiosa.