(Fuvest 1998)
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
- Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Nesta estrofe de "Mocidade e Morte", de Castro Alves, reúnem-se, como numa espécie de súmula, vários dos temas e aspectos mais característicos de sua poesia. São eles:
identificação com a natureza, condoreirismo, erotismo franco, exotismo.
aspiração de amor e morte, titanismo, sensualismo, exotismo.
sensualismo, aspiração de absoluto, nacionalismo, orientalismo.
personificação da natureza, hipérboles, sensualismo velado, exotismo.
aspiração de amor e morte, condoreirismo, hipérboles, orientalismo.
Gabarito:
identificação com a natureza, condoreirismo, erotismo franco, exotismo.
Castro Alves foi um poeta da terceira fase do romantismo que tinha como ideias a abolição e república. Por esses motivos, sua poesia é permeada por ideais de liberdade (condoreirismo), que podem ser observados no verso "Oh! eu quero viver, beber perfumes" e no "Ver minh'alma adejar pelo infinito". Há também uma relação sensorial com a natureza, como em "Na flor silvestre, que embalsama os ares;". A mesma relação sensorial dá-se na relação com o ser amado/de desejo, de maneira sensual ele tematiza o amor físico satisfeito e erotizado, assim como podemos perceber em "Nos seus beijos de fogo há tanta vida...". A referência a outras terras e povos também se faz presente na criação de Castro Alves, identificamos-a em "- Árabe errante, vou dormir à tarde". Dessa maneira, a alternativa correta é a letra [A].