(FGV - 2008)
No plural, a frase - Imposto direto sobre o contracheque era coisa, salvo engano, inexistente. - assume a seguinte forma:
Com a sociedade de consumo nasce a figura do contribuinte. Tanto quanto a palavra consumo ou consumidor, a palavra contribuinte está sendo usada aqui numa acepção particular. No capitalismo clássico, os impostos que recaíam sobre os salários o faziam de uma forma sempre indireta. Geralmente, o Estado taxava os gêneros de primeira necessidade, encarecendo-os. Imposto direto sobre o contra-cheque era coisa, salvo engano, inexistente. Com o advento da sociedade de consumo, contudo, criaram-se as condições políticas para que o imposto de renda afetasse uma parcela significativa da classe trabalhadora. Quem pode se dar ao luxo de consumir supérfluos ou mesmo poupar, pode igualmente pagar impostos.
Fernando Haddad, Trabalho e classes sociais. Em: Tempo Social, outubro de 1997.
Impostos direto sobre os contra-cheque eram coisa, salvo engano, inexistente.
Impostos diretos sobre os contra-cheques eram coisas, salvo engano, inexistentes.
Impostos diretos sobre os contras-cheques eram coisa, salvo engano, inexistentes.
Impostos direto sobre os contras-cheque eram coisas salvos enganos, inexistentes.
Impostos diretos sobre os contra-cheque era coisas, salvo enganos, inexistente.
Gabarito:
Impostos diretos sobre os contra-cheques eram coisas, salvo engano, inexistentes.
[B]
No plural, a frase – “Imposto direto sobre o contracheque era coisa, salvo engano, inexistente”. - assume a seguinte forma:
Impostos diretos sobre os contracheques eram coisas, salvo engano, inexistentes.
A alternativa, portanto, responde corretamente à questão.
OBS.: A questão leva em consideração a grafia antiga do substantivo contracheque (visto que a prova é de 2008, previamente ao Acordo Ortográfico atualmente em vigor). Dessa forma, o hífen separava o primeiro elemento (contra) do segundo (cheque).