(EsPCEx - 2022)
“No dia 9 de novembro de 1989, sob o fogo de imensas manifestações públicas na maioria das cidades do país, o regime comunista da Alemanha Oriental anunciou a abertura da fronteira interalemã de Berlim. A queda do muro de Berlim, como ficou conhecido o evento histórico, assinalou simbolicamente o fim da Guerra Fria”.
Fonte: MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. 2. ed. São Paulo: Atual, 2012, p. 453.
Com o fim da Guerra Fria o mundo deixaria de ser “bipolar” e tomaria outros rumos no cenário geopolítico. Sobre a nova ordem mundial, pode-se afirmar que
os países do antigo bloco soviético aderiram à aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Entre 1999 e 2009, ingressaram na Organização do Tratado Aliança do Norte (OTAN) países como: Polônia, Hungria, Croácia, Eslováquia e Áustria.
o Japão, mesmo no auge do seu poder econômico, era uma potência com limitações geopolíticas. Por isso nas últimas décadas investiu nas suas Forças Armadas, mais, especificamente, em armas nucleares.
a Índia e o Brasil são considerados potências militares regionais, apesar de nenhum dos dois possuírem arsenal nuclear.
na visão do mundo “unipolar”, o poder geopolítico-militar pertence aos países membros da União Europeia, pela sua capacidade econômica e nuclear.
o relativo enfraquecimento dos Estados Unidos, o fortalecimento econômico da China e a emergência do G20 e do grupo conhecido como BRICS fizeram com que a tese da unipolaridade fosse superada.
Gabarito:
o relativo enfraquecimento dos Estados Unidos, o fortalecimento econômico da China e a emergência do G20 e do grupo conhecido como BRICS fizeram com que a tese da unipolaridade fosse superada.
a) os países do antigo bloco soviético aderiram à aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Entre 1999 e 2009, ingressaram na Organização do Tratado Aliança do Norte (OTAN) países como: Polônia, Hungria, Croácia, Eslováquia e Áustria.
Incorreta. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é uma aliança militar liderada pelos Estados Unidos, mas não é composta apenas por países do antigo bloco soviético. Além disso, a Áustria não é um dos países que ingressaram na OTAN entre 1999 e 2009.
b) o Japão, mesmo no auge do seu poder econômico, era uma potência com limitações geopolíticas. Por isso nas últimas décadas investiu nas suas Forças Armadas, mais, especificamente, em armas nucleares.
Incorreta. O Japão renunciou ao uso da força militar em sua constituição e tem uma política de não possuir armas nucleares. O país depende dos Estados Unidos para sua defesa, devido a um tratado de segurança bilateral.
c) a Índia e o Brasil são considerados potências militares regionais, apesar de nenhum dos dois possuírem arsenal nuclear.
Incorreta. Ambos os países têm forças armadas bem equipadas e treinadas, com capacidade para projetar poder militar em suas respectivas regiões. Porém, a Índia possui armamento nuclear, tendo conduzido seu primeiro teste de armas nucleares em 1974, e acredita-se que atualmente possui em torno de 160 ogivas.
d) na visão do mundo “unipolar”, o poder geopolítico-militar pertence aos países membros da União Europeia, pela sua capacidade econômica e nuclear.
Incorreta. O mundo atual é considerado multipolar, com vários países e regiões detendo poder geopolítico e militar significativo.
e) o relativo enfraquecimento dos Estados Unidos, o fortalecimento econômico da China e a emergência do G20 e do grupo conhecido como BRICS fizeram com que a tese da unipolaridade fosse superada.
Correta. A crescente influência econômica da China está mudando o equilíbrio de poder global e desafiando a hegemonia dos Estados Unidos. O país também tem buscado uma maior presença geopolítica, estabelecendo acordos comerciais com outros países e aumentando sua participação em organizações internacionais. Chama-se atenção, também, ao surgimento do G20, um grupo que reúne as principais economias do mundo, que é um exemplo da crescente importância dos países emergentes na governança global. E, não menos importante, o BRICS vem representando um desafio ao poder dos Estados Unidos e da União Europeia. Assim, embora os Estados Unidos continuem sendo uma superpotência militar e econômica, o poder global está se tornando mais distribuído, com novos atores emergindo e assumindo papéis mais importantes na arena internacional.