(EsPCEx - 2020)
Dividida em três partes, a "Lira dos Vinte Anos" revela as diferentes faces literárias de Álvares de Azevedo. Sobre esse conjunto de poemas, é correto afirmar que é uma obra
típica dos ultrarromânticos, marcada pelo sentimentalismo e egocentrismo.
marcante da escola modernista, iniciada por vários poetas jovens e questionadores.
importante da terceira fase romântica, com temática social e libertária.
característica da primeira fase romântica, com intenso sentimento de brasilidade.
significativa da escola barroca, que funde temas divinos e humanos.
Gabarito:
típica dos ultrarromânticos, marcada pelo sentimentalismo e egocentrismo.
[A]
Álvares de Azevedo e sua Lira dos Vinte Anos são reconhecidos como a expressão máxima da poética ultrarromântica, ou seja, da segunda fase do romantismo brasileiro. Neles, revela-se um sentimentalismo agudo, marcado pela idealização, pelo sofrimento, pela melancolia e, ao mesmo tempo, um egocentrismo que se reflete numa postura de dissonância, ironia, tédio e desarmonia com relação ao mundo.
Sobre as outras afirmativas:
[B]: a poesia de Azevedo se situa ainda no século XIX, e é expressiva do romantismo. Ainda não havia a construção das pautas e poéticas modernistas;
[C]: a "Lira" de Álvares de Azevedo, ainda que crítica e irônica, não se volta apaixonadamente para questões sociais e políticas, como é o caso da poesia "condoreira" de Castro Alves, posterior ao ultrarromantismo;
[D]: diferente do romantismo nacionalista, em que o foco eram os ideias nacionais e os símbolos ufânicos, a poesia azevediana se volta para o "eu", focalizando sentimentos mais particulares e negativos;
[E]: a poesia barroca é bem anterior a Álvares de Azevedo, que já é um poeta moderno, que traz novas questões e perspectivas poéticas.