(EsPCEx - 2020)
A personificação é uma figura pela qual se faz os seres inanimados ou irracionais agirem e sentirem como pessoas humanas. Por meio dessa figura, também chamada prosopopeia e animização, empresta-se vida e ação a seres inanimados. A hipérbole é uma figura de pensamento que consiste em uma afirmação exagerada, uma deformação da verdade que visa a um efeito expressivo. A alternativa que contém os dois tipos de figura, uma em cada período, respectivamente, é
Quem não se lembra da enxurrada de absurdos ditos sobre a previsão maia de fim de mundo em 2012? / Parece paradoxal que tantos acreditem em profecias de fim de mundo.
Criamos uma devastação ecológica sem precedentes. / Primeiro, a ciência não promete a redenção humana.
Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria. / A ciência não contrariou nossas expectativas.
Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher seu destino responsavelmente. / A culpa do que fazemos com nosso planeta é nossa.
A ciência abre a porta para um novo tipo de espiritualidade. / Consumimos o planeta com um apetite insaciável.
Gabarito:
A ciência abre a porta para um novo tipo de espiritualidade. / Consumimos o planeta com um apetite insaciável.
[E]
Em “A ciência abre a porta para um novo tipo de espiritualidade”, constata-se a animização da “ciência”, que pratica, metaforicamente, a ação de “abrir a porta”, algo tipicamente humano. Por outro lado, no período “Consumimos o planeta com um apetite insaciável”, existe uma tática expressiva de exagero, no sentido de dar a entender a proporção da ação humana sobre o planeta. A “fome insaciável” e a metáfora “consumir o planeta” denotam o uso da figura de linguagem conhecida como hipérbole.
Em [A], [B] e [C], não há personificação no primeiro trecho (na [D] sim, pela atribuição de escolha ao referente inanimado "sociedade" - num jogo também metonímico); em nenhuma das alternativas há hipérbole no segundo trecho.