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Questão 20370

ESPCEX 2016
Redação

(EsPCEx 2016)

 

Gabarito:

Resolução:

O “direito do cidadão à privacidade” apresenta uma temática extremamente atual e importante para a sociedade contemporânea. O termo “cidadão” diz respeito a todas as pessoas, “privacidade” seria manter afastado do olhar público informações que dizem respeito a vida pessoal, já que ninguém é obrigado a se expor. A existência da privacidade se caracteriza por uma exposição nula ou pequena. Dessa forma, a Constituição Federal aborda que o direito à privacidade deve ser assegurado pelo Estado, já que é direito do cidadão ter a privacidade resguardada. 

No primeiro texto, é abordada uma situação em que uma empresa específica se negou a abrir uma informação em uma investigação criminal. Diante disso, é possível inferir que a  privacidade digital e o acesso a dados possui dois lados: caso a apple tivesse aberto as informações, existiria uma solução mais rápida para aquele determinado crime digital, mas por outro lado também geraria a exposição de dados que abriria precedentes para a solicitação de abertura de informações de outros clientes.

No segundo texto, existe o recorte de aplicativos de comunicação, em que novamente é evidenciado um lado positivo e um lado negativo de manter essas informações sigilosas e criptografadas, já que toda conversa realizada com mensagens intimistas é beneficiada pelo processo, uma vez que o aplicativo mantém essas mensagens privadas. Porém, também existe um lado ruim, sendo que criminosos podem se beneficiar disso para se comunicarem. Dessa forma, pessoas comuns e pessoas antiéticas se beneficiam desse recurso. 

No terceiro texto, assim como o segundo, é abordado o mesmo aplicativo e o mesmo entrave: como manter o direito à privacidade e ainda assim visar a segurança pensando nas aberturas que o uso desses aplicativos proporciona? 

No quarto texto, a manipulação de dados e a liberdade estão em pauta. Novamente, abrir o direito de acesso para o Governo permitiria o acesso para os dados do cidadão comum e possível consequente manipulação de informações. Criminosos podem ser favorecidos, mas os dados da população permanecerão seguros.

Diante disso, a privacidade é a situação em que o cidadão poderá manter suas informações sob sigilo nos veículos de comunicação, caso seja sua escolha. Assim, temos que pensar que no mundo globalizado isso é complicado, tendo em vista que as informações das pessoas podem ser facilmente acessadas. Nesse sentido, é de fundamental importância possibilitar mecanismos cada vez mais seguros de navegar na internet. Isso porque informações vazadas poderão gerar diversos prejuízos materiais e morais para as pessoas.

Para argumentação, temos como possibilidade a construção de um argumento baseado em oposição, no qual um argumento de autoridade é apresentado, por exemplo, de forma bem relacionada ao contexto explicativo, provocando uma ótima estratégia argumentativa. Dessa forma, poderia ser utilizada a Carta Magna Constitucional, já que o documento garante o direito de privacidade ao cidadão. Contudo, esse direito corre risco de ser violado, o que pode ser demonstrado por outro argumento de autoridade, por exemplo o uso do educador Marshall MacLuhan, que propõe o mundo como uma aldeia global, uma vez que enfrenta o problema de ataques cibernéticos, com poucos recursos combatentes.

Também, poderíamos construir a argumentação a partir da comparação de algum repertório com a realidade, por exemplo o uso do filme “Dilema das redes”, que trata sobre os perigos que a coleta de dados pode causar aos usuários individualmente e enquanto sociedade. Além disso, também é possível utilizar como repertório a série “Black Mirror”, ficção científica distópica que reflete sobre como a tecnologia pode influenciar no cotidiano da sociedade, relações sociais e divulgação de dados

Dessa forma, possuímos diversas formas de construir a redação, baseando-se no que é proposto pelo recorte temático e a utilização de repertórios socioculturais produtivos.

 

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