(EEAR - 2002)
“Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consuma
com seu poder de palavras
e seu poder de silêncio.” (…)
(C.D. Andrade)
As palavras grifadas, no poema, classificam-se, respectivamente, como:
conjunção integrante, conjunção integrante;
conjunção adverbial condicional, conjunção adverbial condicional;
partícula expletiva, partícula expletiva;
pronome reflexivo, conjunção adverbial condicional;
Gabarito:
conjunção adverbial condicional, conjunção adverbial condicional;
A) INCORRETA: não podemos dizer que o "se" é uma conjunção integrante, porque ele não está iniciando uma oração que atua como sujeito. Sabemos disso porque o sujeito dessa oração principal é a pessoa "tu" com que o poeta fala, e não o "obscuros", da mesma forma na oração seguinte.
B) CORRETA: é possível perceber que nos dois casos são conjunções condicionais, porque elas iniciam uma oração que coloca uma condição para que a expressão anterior possa acontecer ou seja uma hipótese de acontecimento.
C) INCORRETA: porque a partícula expletiva tem a função apenas de realçar o elemento que a sucede, sendo normalmente associada com as repetições que fazemos na fala (O que que ela está fazendo aqui?), sem função sintática. Nesse caso, o "se" não pode ser retirado, porque ele expressa um sentido de condição e não está apenas realçando o elemento que o sucede.
D) INCORRETA: porque não vemos uma ação refletindo na própria pessoa que a pratica, até porque no segundo caso são outras pessoas que provocam a pessoa "tu".