(G1 - cftmg 2020) Eu, quando via uma árvore daquelas gigantescas, que fazem de um homem uma coisinha ridícula, me desmanchava em admiração. Respirava com mais largueza, abrindo os braços, e sentia os raios do sol no meu rosto, como se eu também fosse uma criatura privilegiada pela natureza. É sério. Sempre fui assim, piegas profissional. A Mayumi, diante da mesma árvore, tecia considerações sobre a evolução genética da espécie.
Ela era a fusão perfeita de dois mundos que eu imaginava absolutamente incompatíveis: o cientificismo e a feminilidade.
LACERDA, Rodrigo. O Fazedor de Velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 86.
Ao caracterizar a personagem feminina, o trecho traz à tona um discurso marcado pela
percepção da insignificância humana diante da natureza.
representação estereotipada da mulher, apartada do saber científico.
desilusão amorosa do narrador, causada por uma quebra de expectativas.
constatação da incompatibilidade entre as visões de mundo das personagens.
Gabarito:
representação estereotipada da mulher, apartada do saber científico.
No trecho, Mayumi é caracterizada como fusão perfeita entre feminilidade e cientificismo. O narrador, porém, caracteriza essa fusão como algo que ele julgava incompatível, revelando, assim, um discurso marcado pela representação estereotipada da mulher, como se ela não pudesse estar ao lado do saber científico.