(AFA - 2012)
Em “A bola o procura, o reconhece, precisa dele”, (ref. 4, texto II), há uma figura de linguagem semelhante à presente na opção:
“E, às vezes, quando se quebra, a multidão o devora em pedaços.” (ref. 5, texto II)
“Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam.” (ref. 6, texto II)
“Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola.” (ref. 7, texto II)
“A fonte da felicidade pública se transforma no para-raios do rancor público.” (ref. 8, texto II)
Gabarito:
“Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam.” (ref. 6, texto II)
[B]
Em “A bola o procura, o reconhece, precisa dele”, (ref. 4, texto II), a figura de linguagem utilizada é a prosopopeia ou personificação. O artifício usado nesse caso é o de atribuir condições humanas, como sentimentos e ações, a seres irracionais ou objetos inanimados. A bola é sujeito da ação de procurar, reconhecer e precisar de alguém, atitudes que são típicas da condição do Homem. Agora, vamos observar como cada alternativa se comporta em relação a essa figura de linguagem.
a) “E, às vezes, quando se quebra, a multidão o devora em pedaços.” (ref. 5, texto II)
Nessa alternativa o sujeito coletivo que pratica a ação é "a multidão". Por em sua essência já pressupor pessoas, não se enquadra na prosopopeia.
b) “Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam.” (ref. 6, texto II)
Nesse trecho, o pronome pessoal "ele" retoma o "peito do pé" do jogador. Apesar de ser parte do corpo humano, ele não tem atribuições do tipo "falar". Por isso, nesse trecho há a presença da personificação, pois é atribuída ao peito do pé uma ação humana.
c) “Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola.” (ref. 7, texto II)
Todas essas ações (nascer, vir ao mundo, abraçar) são exercidas pelo próprio jogador e, portanto, não podem ser enquadradas como prosopopeia.
d) “A fonte da felicidade pública se transforma no para-raios do rancor público.” (ref. 8, texto II)
Aqui, nota-se a presença de metáfora ao aliar a figura do jogador a uma fonte e a um para-raio.