(ENEM PPL - 2022)
Os sujeitos sociais que procuram evidenciar a importância de uma relação lógica entre injustiça social e degradação ambiental são aqueles que não confiam no mercado como instrumento de superação da desigualdade ambiental e da promoção dos princípios do que se entenderia por justiça ambiental. Esses atores consideram que há clara desigualdade social na exposição aos riscos ambientais, decorrentes de uma lógica que extrapola a simples racionalidade abstrata das tecnologias.
ACSELRAD, H. Justiça ambiental e construção social do risco. Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 5, jan.-jun. 2002.
A desconfiança dos sujeitos sociais apresentada no texto se fundamenta na
diversidade da cultura.
capacidade de resiliência.
complexidade do ecossistema.
intencionalidade da rentabilidade.
potencialidade da agropecuária.
Gabarito:
intencionalidade da rentabilidade.
(A) Incorreta. O texto não cita aspectos culturais.
(B) Incorreta. A desconfiança dos sujeitos sociais do texto não vêm da capacidade de resiliência entre eles, mas sim do mercado.
(C) Incorreta. A complexidade dos ecossistemas não é citada no texto.
(D) Correta. O texto cita "são aqueles que não confiam no mercado como instrumento de superação da desigualdade ambiental e da promoção dos princípios do que se entenderia por justiça ambiental" dessa forma, a base para a desconfiança entre os sujeitos sociais do texto é econômica, entre aqueles que exploram os recursos naturais de forma insustentável (pensando somente na rentabilidade) e os sujeitos que defendem uma justiça ambiental.
(E) Incorreta. Apesar da potencialidade agropecuária estar ligada aos processos de degradação ambiental que preocupam os sujeitos sociais citados no texto, essa não é a única origem da desconfiança, que também pode estar atrelada a outros tipos de exploração, como a agricultura e a mineração.