(ENEM PPL - 2020)

NOVAES, C. O menino sem imaginação. São Paulo: Ática, 1993.
O gênero capa de livro tem, entre outras, a função de antecipar uma possível leitura a ser feita da obra em questão. Pela leitura dessa capa, infere-se que seu criador teve como propósito
criticar a alienação das crianças promovida pela forte presença das mídias de massa em seu cotidiano.
alertar os pais sobre a má influência das tecnologias para o desenvolvimento infantil.
satirizar o nível de criatividade de meninos isolados do convívio com seu grupo.
condenar o uso recorrente de aparatos eletrônicos pelos jovens na atualidade.
censurar o comportamento dos pais em relação à educação dada aos filhos.
Gabarito:
criticar a alienação das crianças promovida pela forte presença das mídias de massa em seu cotidiano.
A) CORRETA: quando se coloca uma televisão e uma imagem típica de aparecer nas telas saindo como se fosse um balão, o autor personifica esse objeto para que ele assuma a posição de uma criança que, de tanto assistir televisão, se tornou ela própria. O uso recorrente dessas mídias de massa fazem com que a criança só acredite naquilo e, por consequência, fica alienado.
B) INCORRETA: não se pode inferir que é um alerta aos pais, pois não há nenhuma imagem nesse livro que nos indique que ele seja destinado às figuras mais velhas, mas sim para o público em geral.
C) INCORRETA: não se fala que a criatividade dos meninos isolados de um grupo é menor nem maior, mas sim de como o impacto dos aparelhos tecnológicos pode influenciar na imaginação deles.
D) INCORRETA: realmente há uma referência aos aparatos eletrônicos da atualidade, mas não podemos dizer que se trata de uma "condenação". A capa do livro pode estar apenas mostrando os efeitos desses aparatos nos jovens.
E) INCORRETA: como na jusitifcativa da alternativa b não podemos inferir que esse texto seja uma crítica ao comportamento dos pais, uma vez que não há elementos suficientes na imagem que faça com que ele seja destinado exclusivamente a esse grupo social.