(ENEM PPL - 2020)
A expansão urbana altera a configuração de muitos espaços, a ponto de prejudicar atividades neles desenvolvidas, seja pela especulação imobiliária, ou pelo projeto urbanístico da administração pública. Essa pressão é sentida em algumas escolas, principalmente para a prática de esportes, que demanda uma área ampla e diferenciada. O problema leva gestores e docentes a procurarem alternativas para se adaptar a essa realidade urbana. Para o urbanista Fernando Pinho, “se a cidade é de todos e para todos, por que não se apropriar dela? A escola deve ser mais porosa à cidade, à vida do lado de fora [...]. Temos que trazer a cidade para a sala de aula e tornar a cidade uma sala de aula”.
PERET, E. A cidade como sala de aula. Retratos: a revista do IBGE, n. 4, 2017 (adaptado).
As mudanças urbanísticas têm impactado o espaço escolar. Nesse contexto, a prática de esporte
pressupõe projetos urbanísticos que sejam adequados.
exige quadras e ginásios que se localizem fora da escola.
demanda locais específicos que viabilizem sua realização.
pede criação de regras que atendam à reconfiguração urbana.
requer modalidades não convencionais que explorem o espaço urbano.
Gabarito:
requer modalidades não convencionais que explorem o espaço urbano.
A) INCORRETA: pois no texto observa-se que o intuito é totalmente oposto, isto é, que a escola transcenda os projetos urbanísticos, que não fique fixa a eles, porque as cidades devem ser as próprias salas de aula de uma sociedade.
B) INCORRETA: o texto é totalmente crítico a limites territoriais no que diz respeito ao desenvolvimento do saber. As quadras não precisam ser necessariamente fora da escola, nem necessariamente dentro.
C) INCORRETA: o autor defende que todo o espaço social é um local proprício para que haja um desenvolvimento do saber, não um espaço específico dentro das quatro linhas territoriais da escola.
D) INCORRETA: não é trabalho no texto regras propostas pelo autor de se reconfigurar o urbano para trazer mais o ambito esportivo para as salas de aula, mas o autor debate somente a divisão arbitrária que é feita dos espaços, criando um imaginário que separa o que escola e local de esporte e o que é sociedade, algo irreal.
E) CORRETA: durante toda a sua exposição, o autor defende constantemente a quebra das divisões territoriais entre o espaço da escola e o espaço público. Com isso, ele propõe que sejam fomentados esportes que possam ser praticados dentro e fora da escola , rompendo com as barreiras existentes na sociedade e explorando o espaço urbano como um todo.