(ENEM DIGITAL - 2020)
Os frutos da pupunha têm cerca de 1g em populações silvestres no Acre, mas chegam a 70 g em plantas domesticadas por populações indígenas. No princípio, porém, a domesticação não era intencional. Os grupos humanos apenas identificavam vegetais mais saborosos ou úteis, e sua propagação se dava pelo descarte de sementes para perto dos sítios habitados.
DÓRIA, C. A.; VIEIRA, I. C. G. Iguarias da floresta. Ciência Hoje, n. 310, dez. 2013.
A mudança de fenótipo (tamanho dos frutos) nas populações domesticadas de pupunha deu-se porque houve
introdução de novos genes.
redução da pressão de mutação.
diminuição da uniformidade genética.
aumento da frequência de alelos de interesse.
expressão de genes de resistência a patógenos.
Gabarito:
aumento da frequência de alelos de interesse.
a) Incorreta. Não houve inserção de novos genes nas plantas, mas sim uma seleção dos genes já existentes a partir dos fenótipos de interesse, que tiveram a dispersão privilegiada.
b) Incorreta. A pressão de mutação, que consiste nas taxas em que ocorrem alterações em pares de bases no material genético, não é uma explicação para alteração fenotípica. A pressão de mutação pode ser a mesma tanto nas plantas com fruto de 1g quanto nos de 70g.
c) Incorreta. Na verdade, a tendência é de um aumento na uniformidade genética, já que as plantas com frutos maiores passarão a ser dominantes, em detrimento dos outros genótipos que resultam em fenótipos com plantas menores. A dispersão das plantas não ocorre mais de forma aleatória.
d) Correta. Os alelos que resultam num fenótipo com maiores frutos foram selecionados artificialmente e, consequentemente, a sua frequência na população tende a aumentar em relação aos demais alelos.
e) Incorreta. Não houve nenhuma citação a genes relacionados à resistência contra patógenos.