(ENEM/PPL - 2018)
Embora a compra de cargos e títulos fosse bem difundida na América, muitos nobres, aí moradores, receberam títulos da monarquia devido a suas qualidades e serviços. Desde o século XVI, os títulos de marquês e conde (títulos de Castela) eram concedidos, sobretudo, aos vice-reis e capitães-gerais nascidos na Espanha. Com menor incidência, esta mercê régia também podia ser remuneração de serviços militares, de feitos na conquista, colonização e fundação de cidades.
RAMINELLI, R. Nobreza e riqueza no Antigo Regime ibérico setecentista. Revista de História, n. 169, jul.-dez. 2013.
Segundo o texto, as concessões da Coroa espanhola visavam o fortalecimento do seu poder na América ao
restringir os privilégios dos comerciantes.
reestruturar a organização das tropas.
reconhecer os opositores do regime.
facilitar a atuação dos magistrados.
fortalecer a lealdade dos súditos.
Gabarito:
fortalecer a lealdade dos súditos.
a) restringir os privilégios dos comerciantes.
Incorreta. A concessão das mercês citadas não interfeririam no cotidiano dos comerciantes.
b) reestruturar a organização das tropas.
Incorreta. Tal fator dificilmente iria fortalecer as tropas.
c) reconhecer os opositores do regime.
Incorreta. O intuito era principalmente atuar reconhecendo e fortalecendo quem era favorável ao regime.
d) facilitar a atuação dos magistrados.
Incorreta. Os mesmos, com ou sem a cessão das mercês em questão, trabalhariam da mesma forma.
e) fortalecer a lealdade dos súditos.
Correta. O texto trata sobre títulos como os de conde e marquês. Afirma que a concessão destes era mera recompensa ou reconhecimento pelos serviços prestados especialmente no processo da conquista e colonização. Neste contexto, "Segundo o texto, as concessões da Coroa espanhola visavam o fortalecimento do seu poder na América ao" a concessão de títulos, ao reconhecer algum feito promovido na Colônia, promovia uma automática ligação de fidelidade entre os recebedores e o Rei espanhol.