(ENEM/PPL - 2018)
O modelo de conservacionismo norte-americano espalhou-se rapidamente pelo mundo recriando a dicotomia entre “povos” e “parques”. Como essa ideologia se expandiu, sobretudo para os países do Terceiro Mundo, seu efeito foi devastador sobre as “populações tradicionais” de extrativistas, pescadores, índios, cuja relação com a natureza é diferente da analisada pelos primeiros “ideólogos” dos parques nacionais norte-americanos. É fundamental enfatizar que a transposição deste “modelo” de parques sem moradores, vindo de países industrializados e de clima temperado, para países cujas florestas remanescentes foram e continuam sendo, em grande parte, habitadas por populações tradicionais, está na base não só de conflitos insuperáveis, mas de uma visão inadequada de áreas protegidas.
DIEGUES, A. C. O mito da natureza intocada. São Paulo: Hucitec; Nupaub-USP/CEC, 2008 (adaptado).
O modelo de preservação ambiental criticado no texto é considerado inadequado para o Brasil por promover ações que
incentivam o comércio de produtos locais.
separam o homem do lugar de origem.
regulamentam as disputas fundiárias.
deslocam a diversidade biológica.
fomentam a atividade turística.
Gabarito:
separam o homem do lugar de origem.
A) Incorreta, pois, o comércio dos produtos locais, nesse contexto, está associado ao extrativismo das populações tradicionais da região, que, por sua vez, não podem ficar nem extrair desses locais nesse modelo de preservação ambiental estadunidense.
B) Correta, pois, tal modelo de parques sem moradores, expresso no texto, acaba retirando a população nativa dessas áreas de preservação, logo, separa a população de seu local de origem.
C) Incorreta, pois, esses parques não permitem a disputa fundiária dentro deles, já que são locais de preservação ambiental, com impossibilidade de posse e produção por parte de agropecuaristas.
D) Incorreta, pois, não há deslocamento dessa diversidade biológica, pelo contrário, a mesma fica restrita à esses parques de preservação ambienta.
E) Incorreta, pois, não é efetuada uma infraestrutura nos parques que influenciariam tais atividades turísticas, muito menos propagandas e incentivos de se visitar tais reservas ambientais, além de retirarem o papel cultural, nessa influência ao turismo, das populações nativas desses locais.