(ENEM LIBRAS - 2017)
A alteração apresentada no gráfico a partir da década de 1960 é reflexo da redução do seguinte indicador populacional:
Expectativa de vida
População absoluta
Índice de mortalidade.
Desigualdade social.
Taxa de fecundidade.
Gabarito:
Taxa de fecundidade.
A) incorreta: O gráfico ilustra a diminuição do crescimento populacional, este está relacionado ao número de nascimentos e não sobre a expectativa de vida.
B) incorreta: A população absoluta está relacionada com todas a s formas de entrada e saída da população, considerando os imigrantes e emigrantes, óbitos e nascimentos, não é uma causa de diminuição ou aumento, mas sim um dado que relata o comportamento da população.
C) incorreta: O gráfico apresenta diminuição no crescimento populacional e esse fator não pode ter sido gerado pela diminuição de óbitos de forma direta e isolada, já que com a diminuição de óbitos a população manteria ou aumentaria (por conta dos nascimentos)
D) incorreta: A desigualdade social é um reflexo do sistema capitalista e nas diferentes estratificações sociais apresentadas tabelas de crescimentos diferentes, mas essa apresenta um dado geral da população brasileira e pergunta um fator que tenha resultado nessa estrutura, a desigualdade pode ser tratada como um resultado e não uma causa.
E) correta: O envelhecimento da população brasileira está relacionado a um fenômeno mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em seu último relatório técnico “Previsões sobre a população mundial”, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, nos próximos 43 anos o número de pessoas com mais de 60 anos de idade será três vezes maior do que o atual. Os idosos representarão um quarto da população mundial projetada, ou seja, cerca de 2 bilhões de indivíduos (no total de 9,2 bilhões). No critério da Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado idoso o habitante de país em desenvolvimento com 60 anos ou mais e o habitante de país desenvolvido com ou acima de 65 anos.
Em 2050, a expectativa de vida nos países desenvolvidos será de 87,5 anos para os homens e 92,5 para as mulheres (contra 70,6 e 78,4 anos em 1998). Já nos países em desenvolvimento, será de 82 anos para homens e 86 para mulheres, ou seja, 21 anos a mais do que os 62,1 e 65,2 atuais. Este fenômeno ocorre devido à redução nas taxas de fecundidade e mortalidade. Mas, principalmente de fecundidade. A transição da fecundidade no Brasil teve início em meados da década de 1960. As taxas sofreram redução de 24.1% entre 1970 e 1980, de 38.6% na década seguinte e a partir daí, 11.1% entre 1991 e 2000.
A mulher, sob a influência das mudanças sociais que ocorreram a partir da década de 1960, alterou seu comportamento com consequências no mercado de trabalho, no nível educacional e no casamento. A fecundidade passou a integrar os direitos individuais. No século 21, a mulher tem a metade dos filhos que a geração de sua mãe. Mas não só. A medicina preventiva e programas voltados para a qualidade de vida contribuem para ampliar a longevidade. Sem falar nas baixas taxas de mortalidade infantil ou prematura que aumentam a esperança de vida, devido a uma nutrição adequada, ampliação do saneamento básico e tratamento de água ou pelo uso de vacinas e antibióticos. O Brasil, até 2025, será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas, segundo dados da OMS. Até o início dos anos 1980, a estrutura etária da população brasileira, revelada pelos Censos Demográficos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vinha mostrando traços bem marcados de uma população predominantemente jovem. Este quadro, porém, vem sendo alterado. Em 1996, eram 16 idosos para cada 100 crianças e, em 2000, há 30 idosos para cada 100 crianças.