(ENEM PPL - 2014)
Os desequilíbrios que se registram nas encostas ocorrem, na maioria das vezes, em função da participação do clima e de alguns aspectos das características das encostas que incluem a topografia, geologia, grau de intemperismo, solo e tipo de ocupação.
CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. Degradação ambiental. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia e meio ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.
Os desequilíbrios resultantes da atuação humana junto às vertentes íngremes do relevo são fortemente ligados ao(à)
aumento da atividade industrial.
crescimento populacional urbano desordenado.
desconcentração das atividades comerciais e dos serviços.
instalação de equipamentos urbanos na periferia da cidade.
construção de projetos habitacionais voltados à população de baixa renda.
Gabarito:
crescimento populacional urbano desordenado.
(A) Incorreta. A atividade industrial, por necessitar de uma área grande disponível, não faz suas instalações em encostas do relevo.
(B) Correta. O crescimento urbano, aliado à falta de condições de moradia, obriga uma boa parte da população a ocupar as vertentes dos morros, alterando a ocupação do solo e facilitando a ocorrência de deslizamentos.
(C) Incorreta. A desconcentração do comércio e dos serviços pode permitir uma melhor ordenação da ocupação. Portanto, o que causa os desequilíbrios nas vertentes é a concentração dos serviços e do comércios, que atraem uma grande população, que é obrigada a ocupar regiões mais perigosas.
(D) Incorreta. De maneira geral, as regiões de ocupações de encostas carecem de equipamentos urbanos, como asfaltamento, saneamento básico e iluminação pública.
(E) Incorreta. Os projetos habitacionais construídos sempre são planejados a fim de garantir uma ocupação segura, portanto, a ocupação das vertentes envolve processos irregulares.