(ENEM PPL - 2014)
Na primeira década do século XX, reformar a cidade do Rio de Janeiro passou a ser o sinal mais evidente da modernização que se desejava promover no Brasil. O ponto culminante do esforço de modernização se deu na gestão do prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. “O Rio civilizava-se” era frase célebre à época e condensava o esforço para iluminar as vielas escuras e esburacadas, controlar as epidemias, destruir os cortiços e remover as camadas populares do centro da cidade.
OLIVEIRA, L. L. Sinais de modernidade na Era Vargas: vida literária, cinema e rádio. In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A. (Org.). O tempo do nacional-estatismo: do início ao apogeu do Estado Novo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
O processo de modernização mencionado no texto trazia um paradoxo que se expressava no(a)
substituição de vielas por amplas avenidas
impossibilidade de se combaterem as doenças tropicais.
ideal de civilização acompanhado de marginalização.
sobreposição de padrões arquitetônicos incompatíveis.
projeto de cidade incompatível com a rugosidade do relevo.
Gabarito:
ideal de civilização acompanhado de marginalização.
(A) Incorreta. Apesar desse tipo de substituição ter acontecido, essa alternativa apenas descreve as mudanças e não cita o "paradoxo" que é perguntado na questão.
(B) Incorreta. O objetivo das substituições de infraestrutura terem acontecido foi controlar as epidemias, dessa forma, se possibilitou o combate às doenças tropicais.
(C) Correta. Ao mesmo tempo em que as remoções e construções de novas infraestruturas buscava a modernização da cidade, as populações mais pobres ficaram à margem desses processos, sendo enviadas para a periferia da cidade. Dessa forma, ao mesmo tempo em que as obras buscaram desenvolver o Rio de Janeiro, também o tornou mais desigual.
(D) Incorreta. A alternativa descreve um processo, porém, não cita o paradoxo que é perguntado na questão.
(E) Incorreta. Apesar das rugosidades do relevo do Rio de Janeiro, as obras foram concluídas e a cidade seguir crescendo. Dessa forma, esse não é o paradoxo que o texto busca descrever ao comparar as remoções da populações pobres e a construção de novas infraestruturas.