(ENEM PPL - 2014)
O enclave supõe a presença de “muros sociais” internos que separam e distanciam populações e grupos de um mesmo lugar. Tais muros revelam as grandes contradições e discrepâncias presentes nas cidades brasileiras. É aqui que o território merece ser considerado um novo elemento nas políticas públicas, enquanto um sujeito catalisador de potências no processo de refundação do social.
KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. São Paulo: Cortez, 2003.
No contexto atual das múltiplas territorializações, apontadas no fragmento, a formação de enclaves fortificados no espaço urbano é resultado da
autossegregação elitista em prol de garantia de segurança.
segmentação social das políticas públicas por níveis de carência.
influência de grupos políticos globais em rede no cotidiano urbano.
ampliação dos territórios móveis nas áreas residenciais tradicionais.
necessidade da população em associar espacialmente trabalho e moradia.
Gabarito:
autossegregação elitista em prol de garantia de segurança.
(A) Correta. É nesse contexto em que crescem o número de condomínios fechados e espaços de lazer de alto padrão. Através da construção de muros, há um isolamento em relação ao seu redor. Dessa forma, se garante uma segurança interna, mas também uma segregação social entre quem tem condições financeiras de frequentar o lugar e quem não tem.
(B) Incorreta. A segmentação (organização) das políticas públicas não é feita através de muros sociais e sim através da integração entre diferentes setores da sociedade.
(C) Incoreta. As grandes multinacionais podem ser atores que promovem a construção de espaços de segregação social, porém, essa influência não é necessariamente externa, e sim resultado da vontade das próprias elites locais.
(D) Incorreta. Não há uma ampliação de territórios móveis, e sim a fixação e contenção de territórios em relação ao seu redor.
(E) Incorreta. O trabalho e a moradia não são associados no mesmo no mesmo espaço.