(ENEM PPL- 2014)
A introdução da organização científica taylorista do trabalho e sua fusão com o fordismo acabaram por representar a forma mais avançada da racionalização capitalista do processo de trabalho ao longo de várias décadas do século XX.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado).
O objetivo desse modelo de organização do trabalho é o alcance da eficiência máxima no processo produtivo industrial que, para tanto,
adota estruturas de produção horizontalizadas, privilegiando as terceirizações.
requer trabalhadores qualificados, polivalentes e aptos para as oscilações da demanda.
procede à produção em pequena escala, mantendo os estoques baixos e a demanda crescente.
decompõe a produção em tarefas fragmentadas e repetitivas, complementares na construção do produto.
outorga aos trabalhadores a extensão da jornada de trabalho para que eles definam o ritmo de execução de suas tarefas.
Gabarito:
decompõe a produção em tarefas fragmentadas e repetitivas, complementares na construção do produto.
(A) Incorreta. As terceirizações não são características do fordismo e do taylorismo, que mantém a produção centralizada na mesma fábrica.
(B) Incorreta. Tanto o taylorismo quanto o fordismo estão vinculados a uma produção em massa, formando estoques. Sendo assim, a produção não varia a partir da demanda.
(C) Incorreta. Os estoques crescem continuamente nas indústrias desses sistemas produtivos.
(D) Correta. A fragmentação de tarefas é perceptível a partir da introdução das esteiras na fábrica, onde cada trabalhador se especializa numa etapa da produção.
(E) Incorreta. A produção é cronometrada no Taylorismo, com o objetivo de garantir a máxima eficiência na produção. Além disso, no Fordismo, há a implementação de jornadas de trabalho em períodos bem definidos.