(Enem 2014) Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, líder exilado da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. das
Letras, 1995.
Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos meios de comunicação identificado na
manipulação da vontade popular.
promoção da mobilização política.
insubordinação das tropas militares.
implantação de governos autoritários.
valorização dos socialmente desfavorecidos.
Gabarito:
promoção da mobilização política.
Afirmativas:
manipulação da vontade popular. Comentário: alternativa incorreta porque os exemplos citados no texto acima( Charles De Gaulle e aiatolá Khomeini) não representaram a manipulação das massas, mas um impedimento de alguma rebelião que fosse contrário às reais pretensões dos governantes.
promoção da mobilização política. Comentário: alternativa correta porque ambos os exemplos apresentados são voltados pelo apelo político( evitar golpe militar e um futuro plano da Revolução Iraniana).
insubordinação das tropas militares. Comentário: alternativa incorreta porque a questão trata do ponto em comum encontrado em ambos os exemplos citados no enunciado da questão( Charles De Gaulle e aiatolá Khomeini) . Apenas o caso de Gaulle pode ser afirmado a questão de evitar uma possível insubordinação do comando francês a favor do golpe militar contra o presidente De Gaulle.
implantação de governos autoritários. Comentário: alternativa incorreta pois o uso dos meios de comunicação para ambos os casos citados não representaram naquele momento a intenção de implantar governos autoritários.
valorização dos socialmente desfavorecidos. Comentário: alternativa incorreta porque o uso dos meios de comunicação inicialmente teve como objetivo de viabilizar a manutenção de governos de legitimidade popular, mas que não necessariamente apresentam como objetivo central a valorização dos menos favorecidos.