(ENEM PPL - 2013)
Foi lento o processo de transferência da população para as cidades, pois durante séculos o Brasil foi um país agrário. Foi necessário mais de um século (século XVIII a século XIX) para que a urbanização brasileira atingisse a maturidade; e mais um século para que assumisse as características atuais.
ENDLICH, A. M. Perspectivas sobre o urbano e o rural. In: SPOSITO, M. E. B.; WHITACKER, A. M. (Orgs.). Cidade e campo: relações e contradições entre o urbano e o rural. São Paulo: Expressão Popular, 2006 (adaptado).
A dinâmica populacional descrita indica a ocorrência do seguinte processo:
Migração intrarregional.
Migração pendular.
Transumância.
Êxodo rural.
Nomadismo.
Gabarito:
Êxodo rural.
a) Migração intrarregional.
Incorreto. A dinâmica populacional menciona a transferência da população para as cidades em todo o país, não se limitando apenas a uma região específica.
b) Migração pendular.
Incorreto. A migração pendular é um tipo de deslocamento diário da população entre suas residências e locais de trabalho ou estudo. Essa movimentação ocorre diariamente e não se encaixa no processo descrito no texto, que fala sobre a transferência gradual da população do campo para as cidades ao longo de séculos.
c) Transumância.
Incorreto. A transumância é um tipo de migração sazonal de pastores e seus rebanhos, buscando melhores condições climáticas e pastagens para seus animais. Esse conceito não se aplica ao processo descrito no texto, que se refere à urbanização do Brasil ao longo dos séculos, envolvendo a mudança de população do campo para as cidades.
d) Êxodo rural.
Correto. O êxodo rural refere-se ao movimento migratório da população do campo para as cidades, deixando para trás uma vida agrícola ou rural em busca de melhores oportunidades de emprego, educação e qualidade de vida nos centros urbanos. Esse processo geralmente é lento e gradual, como mencionado no contexto do Brasil, onde a transição da predominância agrária para uma sociedade urbana levou vários séculos.
e) Nomadismo.
Incorreto. O nomadismo é um padrão de vida no qual os grupos humanos não possuem uma residência permanente, deslocando-se constantemente em busca de recursos naturais para sua subsistência. Essa opção não se relaciona com o processo descrito no texto, que menciona a transferência gradual da população brasileira para as cidades e o desenvolvimento da urbanização ao longo de vários séculos.