(ENEM PPL - 2013)
Fronteira. Condição antidemocrática de existência das democracias, distinguindo os cidadãos dos estrangeiros, afirma que não pode haver democracia sem território. Em princípio, portanto, nada de democracia sem fronteiras. E, no entanto, as fronteiras perdem o sentido no que diz respeito às mercadorias, aos capitais, aos homens e às informações que as atravessam. As nações não podem mais ser definidas por fronteiras rígidas. Será necessário aprender a construir nações sem fronteiras, autorizando a filiação a várias comunidades, o direito de voto múltiplo, a multilealdade.
ATTALI, J. Dicionário do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001 (adaptado).
No texto, a análise da relação entre democracia, cidadania e fronteira apresenta sob uma perspectiva crítica a necessidade de
reestruturação efetiva do Estado-nação.
liberalização controlada dos mercados.
contestação popular do voto censitário
garantia jurídica da lealdade nacional.
afirmação constitucional dos territórios.
Gabarito:
reestruturação efetiva do Estado-nação.
a) reestruturação efetiva do Estado-nação.
Correto. O texto discute a contradição entre as fronteiras como condição antidemocrática e a realidade em que elas perdem sentido em relação ao fluxo de mercadorias, capitais, pessoas e informações que as atravessam. A ideia é que as fronteiras rígidas não são mais adequadas para definir nações, sugerindo a construção de nações sem fronteiras e autorizando a filiação a várias comunidades, o direito de voto múltiplo e a multilealdade. Essa abordagem crítica implica uma reestruturação efetiva do conceito de Estado-nação tradicional e a reavaliação das fronteiras em relação à cidadania e à democracia.
b) liberalização controlada dos mercados.
Incorreto. O texto não aborda a liberalização dos mercados como solução para o problema das fronteiras e da democracia. A discussão está centrada na necessidade de repensar a relação entre fronteiras, cidadania e democracia, não na abertura ou controle dos mercados.
c) contestação popular do voto censitário.
Incorreto. O texto não menciona o voto censitário específico como um problema relacionado às fronteiras ou à democracia. O foco está na necessidade de repensar o conceito de fronteira e na possibilidade de uma cidadania múltipla.
d) garantia jurídica da lealdade nacional.
Incorreto. Embora o texto mencione a "multilealdade" como uma possibilidade, não é destacada a necessidade de uma garantia jurídica específica da lealdade nacional.
e) afirmação constitucional dos territórios.
Incorreto. O texto não defende uma afirmação constitucional específica dos territórios. Pelo contrário, a discussão gira em torno da necessidade de repensar a importância das fronteiras para a democracia e a cidadania.