(ENEM - 2013) Um gigante da indústria da internet, em gesto simbólico, mudou o tratamento que conferia à sua página palestina. O site de buscas alterou sua página quando acessada da Cisjordânia. Em vez de “territórios palestinos”, a empresa escreve agora “Palestina” logo abaixo do logotipo.
Bercito, D. Google muda tratamento de territórios palestinos. Folha de S. Paulo, 4 maio 2013 (adaptado).
O gesto simbólico sinalizado pela mudança no status dos territórios palestinos significa o
surgimento de um país binacional.
fortalecimento de movimentos antissemitas.
esvaziamento de assentamentos judaicos.
reconhecimento de uma autoridade jurídica.
estabelecimento de fronteiras nacionais.
Gabarito:
reconhecimento de uma autoridade jurídica.
a) surgimento de um país binacional.
Incorreto. Não há surgimento de um país binacional.
b) fortalecimento de movimentos antissemitas.
Incorreto. O comportamento da página não agride de forma religiosa o judaísmo e muito menos a comunidade Israelense, ela concede apenas um reconhecimento por direito a Palestina e suas terras.
c) esvaziamento de assentamentos judaicos.
Incorreto. Não há esvaziamento de assentamentos judaicos.
d) reconhecimento de uma autoridade jurídica.
Correta. Em novembro de 2012, a ONU reconhece a Palestina como estado observador não membro. Apesar de ainda não ser reconhecido como Estado, tal passo significou uma importante vitória política para os palestinos. Dessa maneira, apesar de não significar um reconhecimento oficial do Estado palestino, pois pelo direito internacional este se dá a partir do reconhecimento de outros países, o gesto do site representou um ato simbólico do reconhecimento da autoridade jurídica da Palestina.
e) estabelecimento de fronteiras nacionais.
Incorreto. A Palestina ainda não possui fronteiras nacionais, já que ainda não é uma nação, logo, está à mercê da legislação israelense e os territórios que ela permite eles ocuparem, assim, eles não possuem autonomia para terem uma fronteira própria.