(ENEM - 2013) As fêmeas de algumas espécies de aranhas, escorpiões e de outros invertebrados predam os machos após a cópula e inseminação. Como exemplo, fêmeas canibais do inseto conhecido como louva-a-deus, Tenodera aridofolia, possuem até 63% da sua dieta composta por machos parceiros. Para as fêmeas, o canibalismo sexual pode assegurar a obtenção de nutrientes importantes na reprodução. Com esse incremento na dieta, elas geralmente produzem maior quantidade de ovos.
Apesar de ser um comportamento aparentemente desvantajoso para os machos, o canibalismo sexual evoluiu nesses táxons animais porque
promove a maior ocupação de diferentes nichos ecológicos pela espécie.
favorece o sucesso reprodutivo individual de ambos os parentais.
impossibilita a transmissão de genes do macho para a prole.
impede a sobrevivência e reprodução futura do macho.
reduz a variabilidade genética da população.
Gabarito:
favorece o sucesso reprodutivo individual de ambos os parentais.
a) Incorreta. O canibalismo sexual não afeta de forma alguma a ocupação de nichos ecológicos pela espécie.
b) Correta. O fato das fêmeas se alimentarem de machos após a cópula corresponde a uma forma de nutrir essa fêmea para a geração dos filhotes de maneira mais eficiente. Apesar de ser um movimento perigoso para os machos, a cópula é a única maneira de manter o sucesso reprodutivo, e passar seus genes adiante. Portanto, por mais desvantajoso que seja morrer após a cópula, seus genes serão passados à geração seguinte.
c) Incorreta. Não impossibilita, já que o macho já copulou com a fêmea.
d) Incorreta. Isso é um fato, mas não é a razão provável para esse comportamento ter evoluído.
e) Incorreta. Não reduz, já que o macho e a fêmea copulam normalmente.