(ENEM - 2011)
Em 1999, a geneticista Emma Whitelaw desenvolveu um experimento no qual ratas prenhes foram submetidas a uma dieta rica em vitamina B12, ácido fólico e soja. Os filhotes dessas ratas, apesar de possuírem o gene para obesidade, não expressaram essa doença na fase adulta. A autora concluiu que a alimentação da mãe, durante a gestação, silenciou o gene da obesidade. Dez anos depois, as geneticistas Eva Jablonka e Gal Raz listaram 100 casos comprovados de traços adquiridos e transmitidos entre gerações de organismos, sustentando, assim, a epigenética, que estuda as mudanças na atividade dos genes que não envolvem alterações na sequência do DNA.
A reabilitação do herege. Época, nº 610, 2010 (adaptado).
Alguns cânceres esporádicos representam exemplos de alteração epigenética, pois são ocasionados por
aneuploidia do cromossomo sexual X.
polipoidia dos cromossomos autossômicos.
mutação em genes autossômicos com expressão dominante.
substituição no gene da cadeia beta da hemoglobina.
inativação de genes por meio de modificações das bases nitrogenadas.
Gabarito:
inativação de genes por meio de modificações das bases nitrogenadas.
As mudanças epigenéticas não envolvem mudanças nas sequências de DNA, mas quando E fala de modificações da base nitrogenada, não está se referindo a mudança de sequências, mas sim nas modificações estruturais da cromatina. A expressão gênica está intimamente relacionada com mudanças estruturais da cromatina. No desenvolvimento do câncer ocorre uma mudança epigenética muito comum chamada metilação do DNA. Por exemplo, a hipometilação de genes, pode ocasionar o silenciamento de genes supressores de tumor e gerar o crescimento desordenado das células.
Gabarito E.