(ENEM - 2009)
Diferentemente do texto escrito, que em geral compele os leitores a lerem numa onda linear – da esquerda para a direita e de cima para baixo, na página impressa – hipertextos encorajam os leitores a moverem-se de um bloco de texto a outro, rapidamente e não sequencialmente. Considerando que o hipertexto oferece uma multiplicidade de caminhos a seguir, podendo ainda o leitor incorporar seus caminhos e suas decisões como novos caminhos, inserindo informações novas, o leitor-navegador passa a ter um papel mais ativo e uma oportunidade diferente da de um leitor de texto impresso. Dificilmente dois leitores de hipertextos farão os mesmos caminhos e tomarão as mesmas decisões.
MARCUSCHI, L. A. Cognição, linguagem e práticas interacionais. Rio: Lucerna, 2007.
No que diz respeito à relação entre o hipertexto e o conhecimento por ele produzido, o texto apresentado deixa claro que o hipertexto muda a noção tradicional de autoria, porque:
é o leitor que constrói a versão final do texto.
o autor detém o controle absoluto do que escreve.
aclara os limites entre o leitor e o autor.
propicia um evento textual-interativo em que apenas o autor é ativo.
só o autor conhece o que eletronicamente se dispõe para o leitor.
Gabarito:
é o leitor que constrói a versão final do texto.
a) Alternativa correta. Por conta de os leitores construírem seus próprios modos de ler o texto, pode-se perceber que a noção de autoria se muda, pois cada um elabora o próprio texto final.
b) Alternativa incorreta. O controle é passado ao leitor do texto.
c) Alternativa incorreta. Na verdade, os limites se tornam menos claros e mais confusos.
d) Alternativa incorreta. Como o leitor é quem constrói sua forma de ler, não é apenas o autor que é considerado ativo, mas o leitor também.
e) Alternativa incorreta. O leitor também conhece aquilo que foi disposto para ele.