(ENEM - 2009)
Canção do vento e da minha vida
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
[...]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.
Na estruturação do texto, destaca-se
a construção de oposições semânticas.
a apresentação de ideias de forma objetiva.
o emprego recorrente de figuras de linguagem, como o eufemismo.
a repetição de sons e de construções sintáticas semelhantes.
a inversão da ordem sintática das palavras.
Gabarito:
a repetição de sons e de construções sintáticas semelhantes.
[D]
No texto, há a predominância de aliteração, que, foneticamente é representada pela consoante “v”. Caracterizada por meio dos versos: “O vento varria os sonhos, e varria as amizades, o vento varria as mulheres... [...].
No que se refere às construções sintáticas, estas apresentam semelhança nos três grupos de versos, ou seja, todos são dotados dos termos essenciais que compõem a oração: sujeito, predicado e complemento.