(ENEM 2009) Os planos de controle e erradicação de doenças em animais envolvem ações de profilaxia e dependem em grande medida da correta utilização e interpretação de testes diagnósticos. O quadro mostra um exemplo hipotético de aplicação de um teste diagnóstico.

Considerando que, no teste diagnóstico, a sensibilidade é a probabilidade de um animal infectado ser classificado como positivo e a especificidade é a probabilidade de um animal não infectado ter resultado negativo, a interpretação do quadro permite inferir que
a especificidade aponta um número de 5 falsos positivos.
o teste, a cada 100 indivíduos infectados, classificaria 90 como positivos.
o teste classificaria 96 como positivos em cada 100 indivíduos não infectados.
ações de profilaxia são medidas adotadas para o tratamento de falsos positivos.
testes de alta sensibilidade resultam em maior número de animais falsos negativos comparado a um teste de baixa sensibilidade.
Gabarito:
o teste, a cada 100 indivíduos infectados, classificaria 90 como positivos.
a) Incorreta. A especificidade está relacionada com um número verdadeiramente negativo.
b) Correta. Vemos que de 50 indivíduos infectados, 45 deram positivo para o teste e 5 negativo, ou seja 90% de positivos e 10% de negativo. Ao fazer o cálculo para sem 100 indivíduos 90 dariam positivo para o teste, e 10 negativo. A sensibilidade é de 90%, representando 90 em 100.
c) Incorreta. A sensibilidade é de 90%, então, o teste classificaria 90 positivos em cada 100 infectados. O número de 96 positivos em cada 100 não infectados está relacionado com a especificidade.
d) Incorreta. A profilaxia não é tratamento, e sim prevenção. Além disso, um indivíduo falso positivo não apresenta algo a ser tratado.
e) Incorreta. Os testes de alta sensibilidade resultam em maior número de animais verdadeiramente positivos.