(ENEM – 2005)
Leia estes textos.
Texto 1
(QUINO. O mundo da Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p. 3)
Texto 2
Sonho Impossível
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.
(J. Darione – M. Leigh – Versão de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, 1972.)
A tirinha e a canção apresentam uma reflexão sobre o futuro da humanidade. É correto concluir que os dois textos:
afirmam que o homem é capaz de alcançar a paz.
concordam que o desarmamento é inatingível.
julgam que o sonho é um desafio invencível.
têm visões diferentes sobre um possível mundo melhor.
transmitem uma mensagem de otimismo sobre a paz.
Gabarito:
têm visões diferentes sobre um possível mundo melhor.
Alternativa incorreta. Apenas o texto 2 trata desse aspecto de forma otimista.
Alternativa incorreta. No texto 2 “Sonho Impossível”, o eu-lírico acredita na possibilidade, ainda que remota, de um mundo melhor. Não há uma visão pessimista diante desse assunto.
Alternativa incorreta. Há concepções diferenciadas em ambos textos. Apenas o texto 1 apresenta o julgamento do sonho pelo desarmamento como impossível.
Alternativa correta. Percebe-se que no caso do texto 1, há tentativa em contribuir para o mundo melhor, representado pela figura da Mafalda em optar pela paz, por meio da montagem de um aviãozinho em um jornal com a manchete “Nova tentativa de desarmamento”, espatifa-se. Esse desastre simboliza o fracasso da tentativa desarmamentista, como indica a fala de Mafalda, no último quadrinho. No texto 2 “Sonho Impossível”, o eu-lírico acredita na possibilidade, ainda que remota, de um mundo melhor, como afirmam os versos finais: “Vai ter fim a infinita aflição / E o mundo vai ver uma flor / Brotar do impossível chão”.
Alternativa incorreta. Apenas o texto 2 trata desse aspecto de forma otimista, como foi afirmado pela alternativa A.